8 de dez de 2011

O preço de uma lição por Federico Devito e Gutti Mendonça

O preço de uma lição

Os meninos são, sim, capazes de amar. ”Tem um ditado que diz que o amor é cego. É justamente o contrário. Quando você ama de verdade, é capaz de ver coisas que ninguém consegue. Falam que você não consegue enxergar os defeitos, pura mentira também! Você vê, estão todos lá. Mas vê também algo que só você pode, como lidar com eles e contorná-los. Então, o amor não é cego, ele é a maior lente de aumento que já inventaram.” Como acontece esta coisa chamada amor? Nasce junto com a gente, mas não depende só de nós. A gente sofre e faz sofrer, ama e é amado. E com isso aprende muita coisa. Lições que trazem consequências, problemas e soluções. O preço desse aprendizado transforma o garoto em um homem. Esta narrativa, cheia de incidentes, mostra que – ao contrário do que dizem algumas garotas – os meninos são, sim, capazes de amar. Quais as transformações que o amor pode provocar na gente? O que ele ensina? Qual o seu preço? Acompanhe a jornada de um jovem, transformado pelo amor, à procura dessas respostas.

Autores: Federico Devito e Gutti Mendonça
Editora: Novo Conceito Jovem
ISBN: 9788563219664
Páginas: 366
Nota:
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Bônus: Entrevista com um dos autores.

Não sei se é pq costumo ler YA destinado ao público feminino, mas não estou muito acostumada com primeira pessoa por garotos. Antes de ler O preço de uma lição conhecia o ponto de vista masculino pelo Percy Jackson (e os Olimpianos), mas não dá para comparar uma aventura com um romance. E também não dá para comparar esse livro com Um amor para recordar que é, tipo assim, do Nicholas Sparks. Mesmo não tendo parâmetros bem estabelecidos, não fui impedida de criar expectativas e me iludir. Exatamente: iludir.

O protagonista-sem-nome (sacou só o inicio do meu drama? A partir daqui vamos chamá-lo de Fulano) sempre foi mulherengo, não se apegando e só acumulando experiencias frustradas. Isso até ele conhecer Juliana, uma garota cinco anos mais nova que mora em outra cidade. Completamente apaixonado, o namoro é marcado por altos e baixos, aprendendo que nem sempre o amor basta.

As vezes, os escritores tem uma vontade louca de serem originais, causar e chamar atenção para toda sua ousadia. Só que tem uma pequeno detalhe chamado exagero, onde a linha que separa o criativo da mão pesada é bem tênue. Fazer um livro onde ninguém sabe o nome do protagonista pode parecer diferente e inovador. E é, realmente. Mas não de um jeito bom. Você não sabe como se referir ao Fulano (criei um monte de apelidos maldosos #troll). Não faz o menor sentido e, definitivamente, não é legal. Ah, e a criatividade tava tão pequena que criaram três Marcelas. 3!

O inicio do livro é legal e divertido, só que quando começa o namoro com a Juliana a história desanda (já falei do meu preconceito com personagens apaixonados, certo? Perdeu o pre, meu bem, é conceito mesmo!). É uma intensidade que surge do nada, ele fica cego de amores e como diria Adair Cardoso "e que se dane o mundo" (exemplo fail). O desenvolver da história falhou. O namoro em si nem é a pior parte (nem chamar de bebê), o final dele é tosco (calma, não é spoiller). Eu não acompanhei a passagem do "eu te amo para sempre/vamos casar e ter uma casa grande com jardim de frente para o mar"* até chegar ao "acho que devemos terminar/ também acho/ tá, tchau"*
* Diálogos fictícios mas com sentido semelhante composto por uma blogueira maluca (a.k.a. eu) que tá adorando usar parenteses hoje.

O livro só não é completamente ruim por causa do quarteto 21, o grupo de amigos do Fulano (já que todos fazem aniversário em dia 21). E, só para deixar bem clara a minha mágoa, eu esperava bem mais de alguém que nasceu no dia 21 de agosto, né Fulano? De qualquer modo, Paulinho, Manu e Cláudia são umas graças e fazem a história melhorar - pena que são personagens de segundo plano.

O final dá um pouco mais de sentido a história (e meio que justifica o motivo da falta do nome, embora se eu tivesse escrito teria colocado de outra forma). Para ajudar, a história fica incompleta - mas não o suficiente para uma continuação. Seria legal um epilogo online, respondendo a curiosidade. Isso faria o livro ganhar pontos positivos com mt gente.

Sinceramente? Não gostei. Uma diagramação legal, cinquenta páginas e três personagens interessantes não são suficientes para segurar as pontas de um livro. As vezes, amar muito não basta. As vezes, originalizar muito não conquista.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

5 comentários:

  1. Aiaiaia estou até com medo de ler este livro!
    Adorei a sua resenha, bem e escrita e explicando certinho o porque você não gostou, sem denegrir a imagem dos autores.
    Vou ler este livro em breve e fazer resenha dupla com o Pablo, espero que pelo menos um de nós goste rs...

    Beijos
    Livros e blablablá

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  2. Adorei a sua resenha, muito clara e sincera. Olha, não li o livro e mesmo antes da sua resenha não pretendia ler, pode parecer maldade, mas eu não dava nada pra ele, ainda bem que não mudei de ideia, meu dinheiro agradece HAHAHA.

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  3. Oi ..

    Como a Juh, estou com medo de ler o livro e "perder meu tempo". Mas mesmo assim, ainda continuo criando expectativas, baixas, mas ainda são expectativas, rs.

    Resenha ótima, sincera! :)

    João Victor
    Amigo do Livro
    http://www.amigodolivro.blogspot.com/

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  4. Agora tambem fiquei com medo de ler esse livro. Ja sei que nao posso criar nenhuma expectativa. Ele e' o proximo da minha listinha de leitura.
    Adorei o dialogo que voce criou. rs.

    bjs.

    http://booksandmuchmore.blogspot.com

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  5. QUero ler esse livro para tirar minha conclusões... Apesar das pouquissimas estrelinhas (sua resenha foi super sincera ) ainda tô bem curiosa a respeito do mesmo. Acho que depois dessa resenha não vou criar grandes expectativas, mas ler é sempre bom não é mesmo?! Ainda que o livro não seja 5 estrelas.

    Beijinhos
    @karolyne_so

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