20 de dez de 2011

Footloose por Rudy Josephs

Footloose

Quando Ren, saído de Boston, se muda para uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos, enfrenta um intenso choque cultural. Em Bomont, a diversão é proibida: nada de ficar fora de casa até tarde; festas, sem chance; o rock é banido e simplesmente esqueça sair para dançar. Agora ele está engajado em uma causa simples: fazer com que todos possam se divertir! Daqueles que não desistem com facilidade, Ren desafia a ordem local enquanto luta para chamar a atenção de Ariel, a bela e atraente filha do reverendo Shaw.

Autor(a): Rudy Josephs
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501096708
Páginas: 240
Nota: 
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Acho que todo mundo sabe que não gosto de filme nem livro antigo. O primeiro Footloose é de 1984, que mesmo sendo os anos 80, uma década conturbada, não é um cenário que me conquiste. Em outras palavras, nunca vi o filme. Ao saber que seria lançado uma adaptação de uma adaptação, já no século XXI, com pessoas de uma realidade mais semelhante à nossa, fiquei curiosa e dei uma chance para o clássico refeito... Posso falar? [...] A lombada é linda! 

Há três anos atrás, a pequena cidade de Bomont teve um terrível acidente que resultou na morte de 5 adolescentes que tinham acabado de sair de uma festa regada à dança e cerveja. Entre as vitimas, estava Bobby, filho do reverendo Shaw que também é do Conselho Municipal, que com o apoio da comunidade elabora uma lei que proíbe dança, música alta e qualquer outro tipo de festividade sem autorização. 

A história começa de verdade com a chegada de Ren, um órfão de 17 anos, na cidade para morar com os tios, depois da morte da mãe doente. O passado do protagonista é triste e desde sempre ele buscou o apoio que precisava na música alta, dançando como se o mundo fosse acabar. Em Bomont isso é proibido e logo nos primeiros dias, já é convocado para uma audiência por "perturbar a paz". 

O livro é muito rápido, a narrativa é prática e pouco descritiva. Você não tem características físicas dos personagens, além de coisas generalizadas como "bonitinho" - ok, é bonito, mas é loiro, moreno, alto, baixo...? Você tem uma base se já olhou o filme ou até mesmo o trailer, mas sem isso você cria seus próprios Ren, Ariel, Shaw...


A rebeldia-sem-causa de Ariel, interesse amoroso de Ren e filha do reverendo, é uma das coisas mais sem sentido do livro. Ela costumava ser toda certinha, mas de uma hora para outra começou a usar roupas justas demais, namorar o mau-caráter Chuck e se comportar como uma delinquente. Embora a convivência com Ren tenha aberto os olhos e feito enxergar que o mundo não é bem assim, Ariel foi uma personagem superficial, fraca - assim como o relacionamento pouco aprofundado com o protagonista.


Adaptar de um roteiro não deve ser fácil, ainda mais um filme curto. O livro ficou pequeno, a história contada pro cima, não dá tempo de o leitor se envolver com os personagens. Mas no geral, é uma história boa - uma ideia criativa (pelo menos para quem não conhecia). Quero ver o filme novo - acho que vou gostar bem mais!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Um comentário:

  1. Antes de ler esse livro (também acho a lombada linda) já tinha assistido o filme de 1984, então sabia o que esperar, mas o livro me surpreendeu em vários pontos, por ser diferente do filme. Depois de ler corri assistir o filme mais novo e foi muito legal ver as cenas que eu imaginei (e meus dialogos favoritos) acontecendo, mas ainda prefiro o livro. Gostei da falta de descrição física dos personagens, pude imaginar eles do meu jeito. Em alguns momentos entendia a Ariel, já em outros ficava com muita raiva das atitudes sem sentido dela. Foi por isso que não apreciei mais o livro... Ótima resenha.

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