5 de fev de 2011

Entrevistando: Roberta Polito

Hello, my babes!
Hj apresento a vcs outra aposta da literatura nacional: Roberta Polito. Ela é autora de Amores Incertos, um romance nacional que tá fazendo bastante sucesso entre os leitores de plantão, então nada melhor que uma entrevista com ela, que, só pra constar, é mt simpatica! =D
Girlie Poderosa: Conte a historia de Amores Incertos?
Roberta Polito: Marina Spinelli, arteterapeuta, vai para a Itália realizar seu sonho de fazer um curso de arte na Toscana, onde ela conhece lugares lindos e algumas obras importantes dos famosos artistas italianos. Luca é o seu professor. Longe de casa, ela percebe que alguma coisa mudou com Edu, seu marido, que ficou no Brasil cuidando de Pedrinho, filho deles. As surpresas começam a acontecer quando ela volta para o Brasil. Ela enfrenta vários desafios para manter seu grande amor. Marina tem questões de uma mulher comum, como o trabalho, a maternidade, o casamento. Além da história da Marina, tem a da outra narradora, que é bem diferente dela. A expectativa do leitor para descobrir se as histórias vão se cruzar e quem é a outra narradora dura algumas páginas. Muitas surpresas acontecem, mas isso fica por conta da leitura.
GP: Em quem os personagens foram inspirados?
RP: Eles têm um pouco de mim, um pouco de amigos, mas muito de imaginação. Alguns nomes são homenagens, outros são nomes que gosto, mas que achei que combinassem com o personagem. Por exemplo, Joanna (sua xará), a senhorinha italiana, é inspirada na minha bisavó, também italiana. Spinelli, o sobrenome da Marina, é o sobrenome da minha Vó Joanna, que infelizmente não conheci, mas ela foi uma mulher muito importante para a minha família. Ily, a amiga maluquinha da Marina, tem o nome de uma menina que conheci na Bahia. Achei esse nome muito diferente e nunca me esqueci. É a abreviação de “I Love You”. A Ily real adora seu nome, sente orgulho dele. A Ily de Amores Incertos, detesta.
GP: Você é parecida com a Marina?
RP: Teve gente que leu e disse que me imaginava como Marina. Se isso aconteceu, foi sem querer. Eu acho que a Marina é o que eu queria ser. Ela é forte, mas feminina. Às vezes eu perco esse lado mais tranquilo que ela tem. Fisicamente, ela mais baixinha que eu (rs). Tem um pouco de mim em todos os personagens. Não tem como não ter. Acabei passando sentimentos e experiências pessoais, me coloquei no lugar deles.
GP: Por que escolheu a Italia como o cenario da historia?
RP: Eu adoro a Itália! Tem tudo a ver com a Marina e com o Luca. Pra mim, um curso de arte só poderia ser na Itália. O cenário é romântico, e o livro tem muito romance. A arte tem um lado também misterioso, que era o que eu queria para algumas cenas.
GP: Qual é sua parte favorita do livro?
RP: Tem algumas preferidas, e todas na Itália. Gosto da cena da festa do Pálio, em Siena, da cena da família do Luca em Montalcino e da cena em Veneza.
GP: A escolha do titulo é, na maioria das vezes, um drama. Foi dificil escolher Amores Incertos?
RP: Foi tão difícil, que meu editor foi quem escolheu o título. É realmente a parte mais complicada. A gente pensou em alguns títulos, mas nada convencia. Quando ele me sugeriu este, gostei na hora. Gosto de títulos assim, curtos e de impacto.
GP: Numa epoca onde livros sobrenaturais estão em alta, Amores Incertos passa a sensação que o que acontece com os personagens pode acontecer com você. Por que escolheu esse genero?
RP: Era essa a sensação que eu queria passar mesmo. É uma história de pessoas comuns, mas cheia de reviravoltas e coincidências, não uma história também tão comum, senão não valeria a pena contá-la. Eu escrevi um livro que gostaria de ler. Não leio livros sobrenaturais e não saberia escrever um livro assim.
GP: Quando vamos ver mais de Roberta Polito nas livrarias?
RP: Em breve! Estou escrevendo o segundo romance. Provavelmente no final do ano ou no início do próximo.
GP: Você já foi na Italia? Quais lugares que visitou?
RP: Já fui para a Itália, mas não conheço todos os lugares que a Marina visitou. Conheço Roma, Florença e Veneza.
GP: Quando descobriu que queria escrever?
RP: Sempre gostei de escrever. Quando eu era bem pequena, fazia minhas próprias revistinhas em quadrinhos. Na adolescência, escrever era quase uma terapia pra mim. Eu me expressava melhor escrevendo do que falando. Comecei a escrever alguns contos e a Marina era a personagem. A vontade foi crescendo e a história também, virando um livro só.
GP: Você é arquiteta. Qual a relação entre literatura e arquitetura?
RP: A relação é a criação. Adoro criar, seja o que for.
GP: Qual o conselho que vc dá pra qm qr escrever?
RP: Meu conselho é escrever sobre o que gosta, não querendo agradar a ninguém. É claro que o leitor merece respeito e é pra ele que escrevemos, mas precisa ter verdade no que se escreve. Não adianta eu querer escrever um romance sobrenatural, como você me perguntou, se não sou ligada a esse gênero. Como é uma atividade que requer muita dedicação, seria mais interessante se fosse com prazer, com vontade, para o bem do leitor também.
GP: Por fim, deixe um recado para os leitores:
RP: Aos leitores, agradeço o enorme carinho comigo e com o livro. Aos futuros leitores, desejo que se divirtam com a leitura, acima de tudo. Um beijo grande para todos e um especial pra você, Joana!
Agora é só add Amores Incertos no seu carrinho a proxima vez que fizer compras e cair de cabeça nos amores incertos da Marina.
Bjs,
Para vc q me ama, Girlie Poderosa

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